Somos 4 Cá Em Casa

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Somos 4 Cá Em Casa

Hei-de partilhar como foi o fim-de-semana em que a Clara nasceu, mas antes quero escrever sobre estes primeiros dias a quatro, cá em casa.
Ainda nos estamos a adaptar a esta nova dinâmica ao mesmo tempo que tentamos manter as rotinas da Maria. Ela tem ido para a escola, o que nos permite dedicar mais tempo à Clara durante esse período e depois ter mais disponibilidade para a Maria ao final do dia. Vamos lá a ver como será no fim-de-semana.
Ela está a tentar perceber o papel dela de mana mais velha e ainda ontem perguntou pela minha barriga.
Apesar do seu tamanho, é ainda uma menina de 3 anos e há muitas coisas que poderão ser difíceis de compreender, mas com calma vamos chegar lá.
Não abdica do seu momento para dar colinho à mana, assim como de uns miminhos, ainda que por vezes seja um bocadinho “bruta”.
Já a Clara, o seu período de maior reatividade é de manhã, tem feito uma bela sesta depois da hora de almoço e as noites têm nitidamente dois períodos. O primeiro em que faz sonos mais curtinhos e na primeira noite pediu para mamar de h/h até às 3h, seguindo-se o segundo período em que dorme duas/três horas seguidas. Espero que tal como a mana, também, ela entre em velocidade cruzeiro e comece a fazer períodos mais longos à noite. Quem, também, tem aparecido à noite na nossa cama, com pontualidade britânica às 4:30 é a Maria, acompanhada de um peluche para cada um de nós. Hoje depois de dar de mamar à Clara lá me calhou ir fazer uma sesta com a Maria até à caminha dela.
A alimentação tem sido apenas leite materno. Já se deu a subida/descida (como lhe queiram chamar) do leite e espero, também, manter este tipo de alimentação, pois é um verdadeiro descanso. Exigente sem dúvida, mas com tudo de bom que se pode querer.
Têm havido muitos xixis e cocós, alguns deles bem gigantes, com direito a trocar roupa, lençóis da cama, cama protetora e sobrecolchão.
Recuperar de uma segunda cesariana tem os seus desafios (a medicação a horas não pode faltar), assim como voltar a casa quando já existe um outro filho e ainda criança. Mas faz parte, e tenho partilhado e tido partilhas de amigos que estão a passar pelo mesmo, o que ajuda a relativizar tudo. Levar as coisas de forma mais descontraída, sem sentimentos de culpa, para quando nos sentimos mesmo muito cansados no final do dia e a vontade e a paciência estão em níveis bem baixos.
Ajuda muito ter alguém que vem dar um jeitinho à casa e à roupa, assim como partilhar as tarefas domésticas com o marido.
E foi este o nosso regresso a casa, sem grande glamour mas com muita realidade.

Enfermeira de profissão com curiosidade por outros temas. Apaixonada pela vida e com um inesperado humor negro. Procuro todos os dias sair em busca de algo diferente.

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